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sábado, 26 de janeiro de 2013

Por Monja Coen
Amar é expor-se, desnudar-se de tal forma que o invisível se torna visível, palpável.
Amar é estar vulnerável, pressentir insuficiências e entregar-se a sonhos, expectativas, temores, alegrias.
Tentar o impossível e o encontrar possível.
Fazer do distante o próximo – como o fim de uma maratona. O fim acontece quando se principia.
Precipício de prazeres encantados.
A possibilidade do encontro alegra.
O momento é rápido demais.
Vontade de estender o instante para o além de toda eternidade.
Há inúmeras despedidas, com sorrisos e alegrias, com lágrimas e emoção – fica a saudade a gritar “um pouco mais, um pouco mais”.
A vida é mais bonita, colorida, divertida, quando o amor vem nela habitar.
O amor tem inúmeras manifestações: pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, tio, tia, primo, prima, avô, avó, bisavô, bisavó, neto, neta, bisneto, bisneta, conhecido, conhecida, amigo, amiga, amante, amada, professor, professora, aluno, aluna, discípulo, discípula, mestre, mestra, chefe, chefa, presidente, diretora, funcionária, colaboradora, secretária, corredora, treinador, treinado, treinadora, pássaro, cachorro, gato, cavalo, galo, tartaruga, jabuticaba, gabiroba, tanajura – tantas maneiras de amar e ser amada.
Amar a terra e dela receber suporte, amar as plantas, o vento, a distância, as montanhas íngremes, os mares distantes. Amar o olhar sagrado que nos acolhe e recolhe nossos pedaços, partidos nos tropeços da vida, quando nos afastamos da fonte cristalina e incessante.


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