...Já aviso, aqui a casa é ventilada, o coração é quente e as vontades têm a temperatura exata para os sonhos...
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Eu nunca ligo...
“Eu não ligava para muitas coisas. Eu nunca ligo. Ou eu amo ou eu desconheço. Você pode fazer uma festa na minha frente, mas se não morar no meu coração, eu não vou enxergar.”
Se...
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
"De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito e mal acompanhada; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura! Agora vai filha, porque o sentido da vida é pra frente!"
Martha Medeiros
Coloque um sorriso !!!
- Caio F. Abreu
Dói
" Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. " C.F.A.
“Acho tão lindo essas pessoas que olham nos olhos com vontade. Essas que sorriem até do cachorro cavando na grama. Que ajudam velhinhos atravessarem as ruas sem intenção nenhuma de querer parecer o “super-man”. Que fazem coisas bonitas com verdade, e não esperam reconhecimento algum. Que encolhem os ombros e falam baixinho… Acho extremamente encantador essas pessoas que sabem ser amigas, que sabem dar um ombro quando a gente precisa. Que tem o talento divino de saber ouvir o outro. Que não se retiram da luta, e que andam nas ruas de cara limpa, sem máscaras, sem enganação… E acho também uma pena que elas estejam em falta.”
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Tenho que crescer...
Acredite eu tentava ...
“Minha mãe sempre dizia: “Não fale com estranhos, vá buscar água e venha direto para casa.” Eu tentava ser uma boa garota e obedecer. Acredite eu tentava.”
Mas desde criança, ele conseguia me fazer quebras as regras.”
“Só ele existia. Nada mais em lugar nenhum. Sabia que jamais poderia viver longe dele; sabia que era o que ele era e que seria dele para sempre.”
Coração Apaixonado
Arrepia-me
“Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte.”
"Não sei como é com você, mas eu passei boa parte da vida me enganando. Sabe aquela coisa de fingir que tudo está bem, que não doeu, que tá bom assim, que eu aceito, que aham, tá legal? Pois é, isso realmente não é nada, nada legal.
Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta, feito espinha de peixe que não desce e arranha toda vez que a gente engole".
Se doeu tem que falar. Se incomodou tem que explicar. Se tá ruim tem que ajeitar. Se estragou tem que consertar. Ou então jogar fora. Entende? Não dá pra passar a vida inteira com as coisas entaladas na garganta, feito espinha de peixe que não desce e arranha toda vez que a gente engole".
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
a ponto de nem se reconhecer mais
Hoje eu tenho 130 anos, isso não estava nos meus planos
Você sabe, a desordem é tenaz.
Tantos laços, tantas amarras
Os controles, pretensões
Nada adianta se o vento não soprar
Esse vento sob minhas asas,
Eu não mando mais em nada.
Sei que é alto, mas eu vou pular
O que todos vão dizer
E aonde vão chegar
Nem os olhos podem ver
Decidido, eu não volto pra casa
Ao lar, ao corpo e todas as palavras
Que a vontade, conseguir pensar.
Segue o vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Sei que é alto mas eu vou pular
O que todos vão dizer
E aonde vão chegar
Nem os olhos podem ver
Mas é engraçado, o amor não dói. E não, não me faça essa cara de espanto, eu repito: o amor não dói. O ciúme, a insegurança, a desconfiança, a falta de, o medo de perder a pessoa amada, o medo de amar, o medo de nunca ter sentido tamanha felicidade na vida inteirinha, isso sim dói. O amor, amor como sentimento, amor como coisa plena, amor como som no peito, amor como sorriso no olho, amor como poesia na boca, amor como amor, esse não dói.
(Clarissa Corrêa)
(Clarissa Corrêa)
domingo, 27 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
“Tudo o que nos faz feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças… Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de “passou”. Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária pra você completar o jogo e se enxergar por inteiro.”
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda,quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda,quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Chega mais, me abraça, me beija, sussurra no meu ouvido o quanto me ama, dorme comigo, me pega no colo, beija minha mão, faz carinho no meu cabelo, foge comigo, vamos pra um lugar bem distante daqui, longe dos problemas, longe da rotina, só eu e você, vamos curtir, a vida é curta e não podemos perder tempo.
Amar é expor-se, desnudar-se de tal forma que o invisível se torna visível, palpável.
Amar é estar vulnerável, pressentir insuficiências e entregar-se a sonhos, expectativas, temores, alegrias.
Amar é estar vulnerável, pressentir insuficiências e entregar-se a sonhos, expectativas, temores, alegrias.
Tentar o impossível e o encontrar possível.
Fazer do distante o próximo – como o fim de uma maratona. O fim acontece quando se principia.
Fazer do distante o próximo – como o fim de uma maratona. O fim acontece quando se principia.
Precipício de prazeres encantados.
A possibilidade do encontro alegra.
A possibilidade do encontro alegra.
O momento é rápido demais.
Vontade de estender o instante para o além de toda eternidade.
Há inúmeras despedidas, com sorrisos e alegrias, com lágrimas e emoção – fica a saudade a gritar “um pouco mais, um pouco mais”.
Vontade de estender o instante para o além de toda eternidade.
Há inúmeras despedidas, com sorrisos e alegrias, com lágrimas e emoção – fica a saudade a gritar “um pouco mais, um pouco mais”.
A vida é mais bonita, colorida, divertida, quando o amor vem nela habitar.
O amor tem inúmeras manifestações: pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, tio, tia, primo, prima, avô, avó, bisavô, bisavó, neto, neta, bisneto, bisneta, conhecido, conhecida, amigo, amiga, amante, amada, professor, professora, aluno, aluna, discípulo, discípula, mestre, mestra, chefe, chefa, presidente, diretora, funcionária, colaboradora, secretária, corredora, treinador, treinado, treinadora, pássaro, cachorro, gato, cavalo, galo, tartaruga, jabuticaba, gabiroba, tanajura – tantas maneiras de amar e ser amada.
Amar a terra e dela receber suporte, amar as plantas, o vento, a distância, as montanhas íngremes, os mares distantes. Amar o olhar sagrado que nos acolhe e recolhe nossos pedaços, partidos nos tropeços da vida, quando nos afastamos da fonte cristalina e incessante.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
“Coloque suas energias positivas para fora.. se permita sentir o que de bom o mundo te oferece. Pratique a gentileza, para que a vida seja mais gentil com você, e as dificuldades seja menos doloridas.. Coloque uma musica animada, sorria.. acredite realmente que o amor existe.. A vida passa de pressa de mais,então use ela com saúde e prolifere sem dó o AMOR!”
ASAS PARA VOAR.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Explorar os nossos pensamentos,
olhar para dentro de nós e encontrar
os nossos desejos, a nossa vontade,
a nossa importância e liberdade,
o que nos faz sorrir e chorar.
Todas as turbulências, todos os ventos.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Descobrir e usufruir
de todos os nossos amores,
de todas as nossas paixões,
de todos os males, todas as dores,
todos os sentimentos e emoções.
Tudo o que nos faz continuar e desistir.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Ver o Mundo à nossa volta,
observar tudo e aproveitar
a vida, este pedaço de tempo
tão longo, mas tão curto,
que cabe na palma da nossa mão,
que num instante se vai com o vento.
É por isso que, para variar,
nos faz tão bem ter asas
para voar.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Explorar os nossos pensamentos,
olhar para dentro de nós e encontrar
os nossos desejos, a nossa vontade,
a nossa importância e liberdade,
o que nos faz sorrir e chorar.
Todas as turbulências, todos os ventos.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Descobrir e usufruir
de todos os nossos amores,
de todas as nossas paixões,
de todos os males, todas as dores,
todos os sentimentos e emoções.
Tudo o que nos faz continuar e desistir.
Faz-nos bem ter asas
para voar.
Ver o Mundo à nossa volta,
observar tudo e aproveitar
a vida, este pedaço de tempo
tão longo, mas tão curto,
que cabe na palma da nossa mão,
que num instante se vai com o vento.
É por isso que, para variar,
nos faz tão bem ter asas
para voar.
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
"Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver."
- Caio Fernando Abreu.
- Caio Fernando Abreu.
Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias… Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda…e sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói. Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás."
Desconhecido
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
Clarice Lispector
Sinto agora mesmo o coração batendo desordenadamente dentro do peito. É a reivindicação porque nas últimas frases andei pensando somente à tona de mim. Então o fundo da existência se manifesta para banhar e apagar os traços do pensamento. O mar apaga os traços das ondas na areia. Oh Deus, como estou sendo feliz. O que estraga a felicidade é o medo.
(Clarice Lispector - do Livro: Água Viva - pg. 68)
(Clarice Lispector - do Livro: Água Viva - pg. 68)
Estou agora ouvindo o grito ancestral dentro de mim:
parece que não sei quem é mais a criatura,
se eu ou o bicho. E confundo-me toda.
Fico ao que parece com medo de encarar instintos abafados
que diante do bicho sou obrigada a assumir.
(...)
Nada existe de mais difícil que entregar-se ao instante.
Esta dificuldade é dor humana.
É nossa.
Eu me entrego em palavras..."
(Clarice Lispector)
“Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.”
(Moulin Rouge)
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás."
(Caio Fernando Abreu.)
(Caio Fernando Abreu.)
Olhar pro nada, escutar algumas músicas que do nada te levam pra um tempo onde você era completamente feliz. Onde não passava pela sua cabeça quando aquele momento podia acabar. E nesse momento, você se emociona, revive cada dia.. e do nada vem aquele aperto no coração. É quando você abre os olhos, e percebe o quanto sua vida mudou e o quanto você sente falta daqueles dias que por mais que você queira, não tem volta.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Almas Perfumadas
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus."
Ninguém nunca vai conseguir explicar o amor. Explicar como as palavras somem mesmo estando na ponta da língua, ou explicar como o coração acelera só de ouvir sua voz. Explicar como parece que você não existe nos intervalos entre a ausência e presença da pessoa. Ou como sua mente está o tempo todo em um só lugar. Ninguém nunca vai conseguir explicar o porquê da tamanha saudade sendo que, acabaram de encontrar-se. Porque amor é amor, amor é tudo, todas as emoções. Amor é amor, vai tentar explicar isso.
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